Palmas - Tocantins - Brasil, Segunda-Feira, 28 de Maio de 2018

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Projeto de coleta seletiva em Palmas gera renda para 70 pessoas

Composto por quatro etapas, o projeto de coleta seletiva de lixo ainda está em fase embrionária na Capital. A primeira fase é a capacitação para organização das cooperativas, a segunda etapa é a aquisição de equipamentos, seguida da captação de recursos e educação ambiental. Para a captação de recursos, o projeto conta com parcerias do Banco do Brasil, Sebrae e Caixa Econômica Federal.

De acordo com a diretora de Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sandra Sonoda, o programa teve início em 34 escolas municipais e deverá atingir todas as unidades escolares do município. Ainda de acordo com a diretora, paralelamente ao trabalho nas escolas, em 2011 a Prefeitura implantou um projeto piloto de coleta seletiva nas quadras 404 e 404 Sul que também será levado para outras quadras da Capital.

Início nas escolas

Sandra Sonoda informou também que a Secretaria do Meio Ambiente optou por iniciar os trabalhos pelas escolas como forma de atingir um número maior de famílias nestas primeiras fases, uma vez que os estudantes são bons agentes multiplicadores.

Primeiramente foram realizadas palestras de sensibilização de alunos, servidores e professores das unidades escolares a respeito da importância da separação do lixo. Depois a Secretaria implantou lixeiras nas unidades escolares e iniciou o trabalho de coleta seletiva.

O mesmo trabalho foi desenvolvido nas quadras 404 e 409 sul. Os moradores foram sensibilizados sobre a importância da separação do lixo e os caminhões da coleta passaram a fazer o recolhimento.

Destinação

Todo o material reciclado coletado na Capital é entregue a Associação dos Catadores de Material Reciclável e a Cooperativa de Materiais Recicláveis do Tocantins, que ficam responsáveis pela comercialização.

Sandra Sonoda informou que as duas entidades fazem a separação e comercialização, gerando emprego e renda através da atividade, mas de acordo com Sandra, um dos gargalos enfrentados pelos catadores é a falta de compradores. “Os compradores são de grandes centros como São Paulo e os preços pagos em algumas épocas são muito baixos”, avaliou Sandra.

Preços baixos

O presidente  informou também que “os preços geralmente não são bons porque vendemos para compradores da região Sudeste (São Paulo e Minas Gerais), onde estão localizadas as indústrias”, afirmou.

Segundo informou duas empresas que industrializavam alguns materiais recicláveis na Capital fecharam as portas. “Mas o preço que elas pagavam não eram muito diferentes do que recebemos hoje, porque eles revendiam para as empresas da Região Sudeste”, argumentou.

Otacílio Cardoso informou também que, atualmente, os preços variam entre R$ 0,18 o quilo de papelão; R$ 0,20 o quilo de ferro; R$ 3,00 o quilo de cobre e R$ 2,00 o quilo de alumínio.

Ainda de acordo com Otacílio, a cooperativa conta com aproximadamente 70 catadores que conseguem salários entre R$ 450,00 e R$ 1.200,00 mensais. “Quem faz a coleta na rua consegue até dois salários mensais”, avaliou.

Material

O presidente da Cooperativa afirmou que a maior quantidade de material coletado é composta por papel, plástico e latinhas de alumínio.

A dificuldade em trabalhar com a reciclagem não existe só no Tocantins. De acordo com dados da Organização Não Governamental Compromisso para a Reciclagem (Cempre) pouco mais de 400 dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros contam com programas de coleta seletiva.

Fórum Estadual

No Tocantins, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) coordena o Fórum Estadual de Lixo e Cidadania que envolve diversas entidades ligadas ao meio ambiente. O objetivo é levar aos municípios do Estado ações de conscientização a respeito da separação e coleta seletiva do lixo, bem como formar multiplicadores.

Municípios como Pedro Afonso, Gurupi, Araguaína, Palmeirópolis, Paranã e São Salvador do Tocantins, já iniciaram trabalhos voltados para a questão da coleta seletiva de lixo.

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